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Aluno: Adeilza Gomes Ferraz
Título: "QUALIDADE DA ÁGUA DE POÇOS PARA CONSUMO HUMANO NAS INSTITUIÇÕES DE LONGA PERMANÊNCIA PARA IDOSOS – RECIFE, PERNAMBUCO, BRASIL"
Resumo:
Como forma de solucionar o problema de estiagem, a população brasileira tem perfurado poços freáticos aleatoriamente, de forma manual, caracterizando poços do tipo rasos (com menos de 20 metros de profundidade), sem investigar os riscos de contaminação. Além de que não há um programa de controle químico e bacteriológico da água consumida. Por conseqüência têm-se elevado o índice de contaminação dos lençóis de água subterrânea, ocasionando diversos tipos de infecção de origem hídrica às populações, seja por microorganismos patógenos ou por metais pesados. Embora toda população esteja exposta ao risco de contaminação hídrica, a tenra idade e idosos são mais susceptíveis às infecções, devido ao baixo sistema imunológico. Somado a este último, o confinamento de pessoas em um mesmo local tem sido um fator de risco à disseminação de diversos tipos de infecções, algo comum em Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPI). Assim, o presente estudo analisou a qualidade da água de 22 poços dessas instituições, em dois períodos sazonais: verão e inverno totalizando 132 amostras para análise microbiológica (Coliformes termotolerantes, totais e Pseudomonas aeruginosa) e 44 para ensaios físico-químicos. Foi verificado que 62,5% das instituições existentes no Recife utilizam água de poço, destes 77,3% são rasos, 50% não fazem tratamento da água, 81,8% não realizam ou realizam apenas uma vez por ano análise microbiológica e 100% nunca fizeram análise físico-química. A presença de Coliformes termotolerantes (63,6%) e totais (81,8%) foi superior no verão, enquanto a Pseudomonas aeruginosa (59,1%) esteve mais presente no inverno. Os elementos: amônia (27,3%), nitrato (36,4%) estavam mais elevados no inverno, diferente do ferro (68,2%) que se fez mais presente no verão. Não foi encontrado nitrito nas amostras analisadas. Para os parâmetros de turbidez e cor aparente foram considerados insatisfatórios em: 49,9% e 18,2%, respectivamente, sendo mais críticos no período do inverno. Por fim, quanto a dosagem insatisfatória de cloro livre houve significativa melhora nas amostras coletadas no verão (68,2%) quando comparadas com o inverno (4,5%).
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