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Aluno: Tibério Jorge Melo de Noronha
Título: AVALIAÇÃO DAS CONCENTRAÇÕES DE METAIS PESADOS EM SEDIMENTOS DO ESTUÁRIO DO RIO TIMBÓ, PERNAMBUCO – BRASIL.
Resumo:
Os estuários e manguezais são ambientes de destacada importância na dinâmica costeira e, apesar disso, vêm sendo alvos de intervenções antrópicas, tais como aterros e supressão da vegetação para implantação de núcleos urbanos e distritos fabris e o lançamento de efluentes industriais e de esgoto doméstico com pouco ou nenhum tratamento, o que provoca, frequentemente, impactos ambientais negativos, entre eles a contaminação por metais pesados. Assim como outros alagados costeiros do Estado de Pernambuco, o Estuário do Rio Timbó foi elevado à condição de Área de Preservação Ambiental pela Lei Estadual nº 9.931, de 11 de dezembro de 1986. Localizado na Região Metropolitana do Recife, entre os municípios de Paulista, Abreu e Lima e Igarassu, é afetado pela ação humana, principalmente àquela relacionada à pressão urbana e atividades industriais. Este trabalho teve como objetivo determinar concentrações de metais pesados (Zn, Mn, Cr, Cu, Ni, Cd e Fe) em sedimentos superficiais do estuário do rio Timbó, para avaliar o grau de impactação da área e contribuir com a formação de uma base de dados para estudos futuros de monitoramento ambiental dos sistemas estuarinos. Para tanto, foram posicionadas, com o uso de um equipamento GPS (Global Positioning System), oito estações nas margens direita e esquerda, segundo a geomorfologia do rio, para a coleta de sedimentos superficiais, nos períodos chuvoso e seco, totalizando 32 amostras de sedimento. Os parâmetros hidrológicos foram medidos em quatro pontos do canal principal do rio, entre as estações de coleta, seguindo a metodologia recomendada pelo Standard Methods for Examination of Water and Wastewater. As amostras de sedimento foram coletadas numa profundidade de 0-10 cm, sempre na baixa-mar, secas em temperatura ambiente, destorroadas e peneiradas com malha de 0,062 mm para separação da fração fina. A matéria orgânica foi quantificada através de calcinação a 550 ºC e pesagem até peso constante. Para a determinação dos teores de metais pesados, as amostras foram submetidas à abertura ácida em um digestor de amostras por microondas, a partir do método nº 3050B da Environmental Protection Agency e quantificados, utilizando-se um Espectrômetro de Emissão Atômica com Plasma Indutivamente Acoplado (ICP-AES). Os resultados obtidos indicaram que a água do estuário do rio Timbó esteve comprometida quanto aos valores encontrados para oxigênio dissolvido (OD), e quanto à taxa de saturação de OD, que indicou supersaturação na maioria dos pontos amostrados. Foram obtidas concentrações de Zinco (Zn), Manganês (Mn), Cromo (Cr) e Ferro (Fe) superiores aos valores de referência, inclusive apresentando teores que ultrapassaram os valores-guias adotados pelo Conselho Canadense do Ministério do Meio Ambiente, acima do qual a ocorrência de efeitos negativos à biota é provável. No entanto, os valores obtidos para o pH (condições redutoras) e a carga orgânica tendem a imobilizar os metais no sedimento por mecanismos de adsorção e precipitação, tornando-os menos disponíveis para outros compartimentos aquáticos.
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