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Aluno: Nancy Lins Albuquerque
Título: "ESTUDOS DA PRESENÇA NO MANGANÊS NO RESERVATÓRIO JUCAZINHO LOCALIZADO NA BACIA DO RIO CAPIBARIBE NO AGRESTE PERNAMBUCANO – BRASIL"
Resumo:
No Nordeste do Brasil, a água é um elemento limitante ao seu desenvolvimento. Visando armazenar, durante o período das chuvas, a água a ser utilizada nos meses de estiagem, a construção de reservatórios para fins múltiplos tornou-se uma solução encontrada, nessa região, para promover o desenvolvimento econômico e social. Este trabalho aborda o estudo da presença do manganês no reservatório de Jucazinho, situado no trecho médio da bacia do rio Capibaribe, no agreste de Pernambuco, Brasil. O reservatório de Jucazinho é a maior fonte de água para região. A presença de concentrações elevadas de manganês (Mn), em determinados períodos, resulta em problemas no tratamento de água à Companhia Pernambucana de Saneamento (COMPESA). Foram, então, avaliados os dados existentes nos arquivos da Compesa relativos à qualidade da água, no período de setembro de 1997 a março de 2005, sendo escolhidos para análise de correlação com o manganês os seguintes parâmetros: ferro, potencial hidrogeniônico (pH), cloreto e fósforo. Uma análise estatística multivariada foi realizada utilizando o programa Statistica versão 6.1.478.0. O resultado da análise da componente principal (ACP) mostrou que a PC1 e a PC2 representavam 63,49% da variação total dos dados, e a única correlação significativa do manganês observada ocorreu com o pH e se apresentou negativa (-0,42). Em seguida, uma análise da série temporal do manganês e pH com todos os dados existentes foi realizada. Os resultados mostraram valores máximo, médio e mínimo de Mn total de 4,0mg/L, 0,32mg/L e 0,02mg/L respectivamente. Os maiores valores de concentração ocorreram nos anos 2001 e 2004 e são considerados atípicos em relação ao período estudado. Observa-se que, na maioria das vezes, as concentrações do manganês estiveram acima dos limites estabelecidos pela Resolução CONAMA n° 357/2005. Os valores, máximo, médio e mínimo encontrados para o pH foram: 9,7; 8,0 e 6,1 unidades de pH respectivamente. O perfil da concentração do manganês, com a profundidade no reservatório, caracterizou-se pelo mínimo próximo à superfície e pelo máximo na camada intermediária (metalímnio). A água do reservatório de Jucazinho foi considerada alcalina pois, exceto em uma ocorrência, todas as outras apresentaram pH ≥7,0, sendo a média encontrada de 8,0 unidades de pH. Os dados relativos à sondagem geológica, no eixo do barramento, não indicam a presença de rochas que possuam, na sua composição, predominância de minerais do manganês. Os resultados atípicos da concentração do manganês indicam que este elemento foi remobilizado dos sedimentos para a coluna de água. O evento ocasionado por manobras operacionais, na válvula de descarga do reservatório, provocou a mistura entre as camadas inferiores da água próxima aos sedimentos. Recomendam-se incentivos dos órgãos governamentais para ações de recuperação e preservação na área da bacia hidráulica de Jucazinho.
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