A Instituição
O Instituto de Tecnologia de Pernambuco (ITEP), associação civil de direito privado sem fins econômicos, qualificada como organização social, é um centro de referência regional na oferta de soluções tecnológicas para o setor produtivo, visando à modernização e ao desenvolvimento sustentável de Pernambuco e da Região Nordeste.
Criado em 1942, o ITEP atua no atendimento às principais demandas dos setores econômicos estratégicos do Estado e do Nordeste, priorizando as propostas que promovem a redução de desigualdades tecnológicas regionais e a inclusão social, através da geração de novos empregos e novos empreendimentos, além da melhoria de competitividade tecnológica dos empreendimentos já existentes e dos arranjos produtivos locais.
História
O Instituto de Tecnologia de Pernambuco (ITEP) foi criado no dia 13 de outubro de 1942, originalmente como autarquia estadual e sob a denominação de Instituto Tecnológico do Estado de Pernambuco. Destinava-se a realizar pesquisas experimentais de interesse da construção civil e da indústria; desempenhar as funções de laboratório estadual de ensaios de materiais e de metrologia; colaborar na elaboração de padrões e normas para o fornecimento de materiais às repartições do Estado e Municípios; proporcionar as aulas de laboratório de ensaio de materiais dos diferentes cursos da Escola de Engenharia; e proporcionar cursos e estágios para engenheiros e interessados para aperfeiçoamento do preparo técnico. Teve sua natureza jurídica transformada em fundação de direito público a partir da Lei nº 7.282 , de 30 de dezembro de 1976.
A partir de 1999, o ITEP passou a adotar o Planejamento Estratégico como uma ferramenta de gestão, direcionando as atividades do cotidiano e aliando o trabalho diário com estratégias associadas a objetivos qualitativos cujos resultados puderam ser avaliados e acompanhados de forma profissional.
Em janeiro de 2003, a Fundação ITEP foi desativada e o Governo do Estado, através do Decreto Estadual nº 26.025, de 24 de outubro de 2003, procedeu à qualificação inicial da Associação Instituto de Tecnologia de Pernambuco, associação civil de direito privado sem fins econômicos, como organização social. Esta qualificação é renovada a cada dois anos.
Desde então, o ITEP manteve a prestação de serviços à iniciativa privada e aos órgãos governamentais, mas passou a celebrar Contratos de Gestão com o Governo do Estado, para a execução de políticas públicas não exclusivas de Estado. Nesses Contratos de Gestão, são disciplinadas as condições, recursos humanos, financeiros, materiais e bens disponibilizados pelo Estado de Pernambuco para o desempenho de atividades públicas não-exclusivas desenvolvidas pelo ITEP.
A instituição passou a ter mais versatilidade e agilidade de gestão. Em agosto de 2011, obteve a certificação ISO 9001:2008, nas áreas de análises físico-químicas e biológicas e de metrologia, mediante auditoria da empresa certificadora DNV, garantindo mais um selo de qualidade para os serviços prestados pela instituição.
Objetivos Estatutários (Estatuto Social - 3ª alteração, cap.II, art. 4º)
- Formular e executar projetos, promover e realizar estudos e pesquisas de natureza básica, aplicada e tecnológica nas áreas de sua competência e afins, visando o desenvolvimento da sociedade;
- Desenvolver, por meio de cursos e programas, atividades de ensino e educação profissional técnica (de ensino médio), tecnológica (de ensino superior) e de pós-graduação, nos seus diversos níveis e modalidades e nas diversas áreas de sua competência e afins, atendendo à legislação pertinente em vigor, no intuito de estabelecer uma relação aberta e recíproca com a sociedade;
- Gerar e difundir tecnologias, apoiar a proteção da propriedade industrial, estimulando o avanço tecnológico, a modernização e melhoria da qualidade dos serviços e bens produzidos na Região;
- Prestar serviços tecnológicos a empresas e entidades públicas ou privadas e à sociedade em geral;
- Apoiar o empreendedorismo, através de processos de incubação de empresas e empreendimentos, tendo por base a capacitação profissional, o extensionismo tecnológico e a inovação; e
- Desenvolver e apoiar a gestão de arranjos e cadeias produtivas locais, atuando na sua modernização e integração tecnológica, tanto no âmbito do Estado como da Região.
Áreas de atuação (Estatuto Social 3ª alteração, cap II, art 4º, parágrafo 1º)
I – Segurança Alimentar: agrotóxicos e contaminantes em alimentos e bebidas alcoólicas;
II – Química e Biotecnologia: alimentos e rações animais, combustíveis, meio-ambiente, fármacos, produtos químicos e farmacêuticos;
III – Meio Ambiente: estudos e monitoramento de recursos hídricos superficiais e subterrâneos; zonas costeiras; desertificação; mudanças climáticas; poluição; florestas; áreas degradadas, efluentes industriais, resíduos sólidos, áreas contaminadas, monitoramento ambiental (água, solo e ar) e prospecção ambiental;
IV – Biocombustíveis, Petróleo e Derivados: combustíveis, solventes, álcool e biodiesel;
V – Meteorologia: monitoramento e previsão de tempo e clima, modelos meteorológicos e mudanças climáticas, eventos extremos e catástrofes naturais;
VI – Geotecnologia: cartografia, geodésia, fotogrametria, sensoriamento remoto, geoprocessamento e geomagnetismo;
VII – Construção Civil e Geotecnia: planejamento, projeto, orçamento, acompanhamento, fiscalização, controle tecnológico da qualidade e gestão de obras civis; análise e avaliação de graus de riscos estruturais; análise e ensaios de materiais de construção, sistemas e processos construtivos;
VIII – Indústria de Base Tecnológica e Serviços: metalmecânica, eletroeletrônico, agroindústria, alimentos e bebidas, fármacos, automobilística, naval, petróleo e gás, plásticos, vidros, gesso e outros minerais não-metálicos;
IX – Ciência e Tecnologia de Materiais: produção e caracterização;
X – Metrologia, Instrumentação e Automação: laboratorial e industrial;
XI – Normalização, Qualidade e Certificação: laboratorial, industrial, ambiental, agronegócio e gestão;
XII – Tecnologia da Informação e Comunicação: informática, redes socioinstitucionais e comunicação digital; provisão de acesso à internet; telemetria; processamento de alto desempenho e grande capacidade de armazenamento de dados (“computação em nuvem”);
XIII – Atividades de Arranjos Produtivos: turístico, gesseiro, têxtil e confecções, laticínios, aquicultura, apicultura, avicultura, caprinovinocultura, fruticultura, sucroalcooleiro e madeiro-moveleiro;
XIV – Energia: solar, eólica, biomassa, hidroelétrica e termonuclear;
XV – Comunicação e Informação: projetos, meios de difusão e conteúdos para educação, comunicação e cultura; difusão científica e tecnológica; e
XVI – Logística e Acesso a Mercados: planejamento de produção, armazenamento, transporte e canais de distribuição, monitoramento de operações e informações, exportação de produtos, patentes e proteção de marcas, padrões de qualidade, exigências fitossanitárias e embalagens.

